Cisco é uma parte do nome de São Francisco de Assis. Quero seguir o exemplo de Francisco. Quero ter um pouco de Francisco em mim. Quero ser um pouco de Francisco para o mundo de hoje. Por isso, o título deste espaço virtual é Cisco. O vocábulo Cisco também significa fragmento de alguma coisa. Com este site, que também parece um blog, abordo fragmentos da vida no cotidiano. Porém, são fragmentos que procuro ver numa ótica ecológica e holística, numa visão sistêmica da sociedade. Pilato Pereira
22.11.11
Audiência pública preparatória para a Rio+20
13.10.11
Defesa da água como bem público e direito universal marcou a 18ª Romaria das Águas
26.8.11
Política Nacional de Resíduos Sólidos e a profissionalização dos catadores. Entrevista Especial com Antonio Cechin
Sancionada em dois de agosto de 2010, a lei n. 12305, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, representa um “verdadeiro divisor de águas que se ergue entre um antes e um depois”, diz Antonio Cechin à IHU On-Line. Há 30 anos trabalhando em galpões com comunidades ecológicas, ecumênicas e eclesiais de base, o irmão marista menciona que a lei proporcionou um salto qualitativo no trabalho dos catadores de resíduos. “Quando começaram juntos, há 30 anos, tinham vergonha de ser fotografados. Hoje, eles têm verdadeiro orgulho em posar para fotos no trabalho, porque se sentem dentro de uma profissão absolutamente necessária para a sobrevida da espécie humana na terra”, compara.
Apesar de ter transformado as relações de trabalho da “catação à moda artesanal” para a “reciclagem profissional”, “por enquanto nada mudou em Porto Alegre”, diz Cechin. Para ele, a política que alterou a lei n. 9605, de 1998, ainda “é uma esperança, na torcida por bons projetos a fim de se angariar recursos”.
Na entrevista a seguir, concedida por e-mail, Cechin também comenta o processo de coleta seletiva do lixo na capital gaúcha e região metropolitana. Para ele, o novo modelo de depósito do lixo em contêineres é “um retrocesso dentro da política de administração dos resíduos”. Ele explica: “Faltou a preparação da população. Para que qualquer mudança nos costumes do povo tenha êxito, faz-se necessário um trabalho prévio de conscientização com larga duração”.
Antonio Cechin formou-se em Letras Clássicas e em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS, onde também foi professor. Fez sua pós-graduação no Centro de Economia e Humanismo, em Paris. Iniciou na Instituição Católica de Paris a especialização em catequese, quando foi chamado para o Vaticano, na Sagrada Congregação dos Ritos, no início da década de 1960. Depois, retornou ao Brasil e iniciou a luta junto aos movimentos sociais. É autor do livro Empoderamento Popular. Uma pedagogia de libertação (Porto Alegre: Estef, 2010).
Confira a entrevista completa no site do IHU Unisinos.
