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24.12.16

Natal, tempo de esperançar

Os Evangelhos revelam que um menino pobre de nome Jesus, filho de Maria e José, que nasceu num lugar muito humilde da Palestina, é o Cristo, Filho de Deus, o Messias, Redentor e Salvador da humanidade. Este fato deve causar um sentimento de alegria imensurável, porque nos diz que Deus se fez humano e veio nos visitar. E, em nosso meio, Deus se fez gente como nós. 
É fascinante crer num Deus que fez o céu e a terra e tudo o que existe, mas é extraordinariamente fantástico crer num Deus que tem compaixão, que vem ao nosso encontro, que valoriza a nossa imagem de gente, colocando-se no lugar dos mais pobres entre os pobres desta Terra.
Se tivéssemos que dizer uma palavra de agradecimento para Deus, não a teríamos. Deus, por sua ternura e bondade, aceita nossos ritos, danças, gritos e canções de louvor e gratidão, mas nos pede algo a mais, não para Ele, mas para a humanidade. Deus nos pede a compaixão, o amor e a solidariedade para com nosso semelhante – semelhante, que às vezes pode ser diferente na fé, na cultura e em tudo, mas é humano, como o próprio Deus se fez.
Celebramos o Natal anualmente, mas nem sempre nos damos conta de seu verdadeiro sentido. Muitas vezes ficamos apenas no aspecto comercial e nos esquecemos do que realmente é o mais valoroso. Claro que não podemos negar a importância de dar presentes, visitar e arrumar os ambientes, mas que tudo isso não ofusque o mais importante, de que o Natal é o evento em que Deus se fez gente. Por isso, podemos celebrar o sentimento da maior alegria possível num coração humano. Deus vem nos visitar.
Deus é conosco, portanto, fiquemos alegres. Deus é gente como nós, portanto, amemo-nos uns aos outros como Ele nos ama. Deus tem compaixão e valoriza a nossa humanidade, portanto, tenhamos mais esperança. 
Que neste Natal habite em nós a esperança de esperançar, de acreditar e buscar nossos sonhos, de lutar e resistir, com amor e alegria, na defesa da vida.
Feliz Natal e Abençoado 2017.
Reverendo Pilato Pereira – pároco da Ascensão.

18.4.14

Com a graça de Deus, minha missão continua...

Gratidão é a palavra que não quer calar, é o sentimento que quer se expressar. Este é o clamor dizível e visível da minha alma. Agradeço a presença, orações e apoio de todos e todas que celebraram comigo e com a Igreja o reconhecimento de minha Ordenação Sacerdotal. Agradeço quem esteve na Paróquia da Ascensão, neste Domingo de Ramos, dia 13 de abril e a todas aquelas pessoas que não puderam estar na celebração, mas concelebraram de alguma forma, expressaram seu apoio e rogaram a bênção de Deus para este momento da vida. Que todos e todas sintam meu agradecimento e saibam da minha alegria por cada irmão e irmã que, de alguma forma, participou desta celebração de reconhecimento e compromisso. 
Cada gesto fraterno e todo sinal de apoio nunca serão esquecidos.
A celebração deste domingo para mim foi um resgate espiritual de tudo o que vivi no dia 27 de fevereiro de 2005, quando fui ordenado na Comunidade Divino Mestre em Canoas. A acolhida e o reconhecimento das Sagradas Ordens pela Igreja Episcopal Anglicana representam um sentido plenamente católico da vocação sacerdotal e expressam que este é um chamado de Deus.
Agora, que o caminho é novamente visível e palpável aos pés, com a graça de Deus, minha missão continua...
A partir deste momento estou encarregado do Ponto Missionário Santo André, em Guaíba e coadjutor de Dom Humberto na Paróquia da Ascensão. Aos meus amigos e amigas e a todas as pessoas que ora recebem esta mensagem, fica o convite para vir celebrarmos juntos, seja na Paróquia da Ascensão ou na nossa comunidade Santo André em Guaíba. Pois, a casa de Deus é a casa do povo, nas pessoas reunidas  em fé e amor, no compromisso com a justiça e a paz, Deus faz sua santa habitação. Quero dizer que os templos, tanto o da Ascensão de Porto Alegre, quanto Santo André de Guaíba, são espaços abertos para quem quer ter irmãos e irmas e celebrar a fé por uma vida conforme o sonho de Deus. Todos e todas são  bem acolhidos (as).